Ana: ahhhhhhh que demonstração de saudade tão espontânea e sem propósitos aparentes tão tão tão que... ahhh... eu também tô com saudade =/ marília: pois é, bateu .__. Ana: sim, estou no mesmo quadro... ouvindo cds do meu pai, rocks progressivos, tristes, achando tudo muito sem-graça pro que já foi antes. a comparação fode com qualquer possibilidade de ajuda. e martelar na cabeça, ou seja, dizer repetidamente que a vida não precisa ser constante não tá adiantando. (quiçá adiante uma droga qualquer) ("encontrava companhia num copo de bebida, num cigarro ou numa droga qualquer, já que eu não tinha mais você", da música 1997, hahahaha, lembra?) de repente as coisas são mais simples e eu nunca sou mais simples e... ufa... desabafei... marília: 'a comparação fode com qualquer possibilidade de ajuda' isso realmente faz todo o sentido do mundo. ando deprê, angustiada e tudo mais, e encontro apenas um objeto um tanto mais concreto para culpar. e assim tento colocar a culpa de toda a ziqui-zira que me acompanha numa coisa só. ao mesmo tempo, sei que ficar insistindo nesse ponto me torna mais infeliz e angustiada, mas isso não me faz sair do lugar. eu tô patinando pateticamente no mesmo buraco. Ana: existe uma versão da música "bridge over troubled waters" by paul simon & garfunkel, chamada "corpo e alma" by kleiton e kledir. digamos que seja uma coisa horrível e medonha de meudeus que, junto com alguns vídeos toscos do youtube, super revolucionou minha madrugada. ahan. quase uma heroína! justamente o que meu pobre organismo precisava. Ana: "e encontro apenas um objeto um tanto mais concreto para culpar" hahaha, no meu case, esse objeto é sempre homem (romance, blá blá blá), e - na verdade - eu não sei se eu coloco toda a culpa nisso pra tornar concreto um conjunto de xis problemas ou se realmente esse objeto é o único problema e eu sou muito metida a grandiosa pra viver ao redor de uma coisa tão bichinha e banal. haha :/ marília: o objeto É homem. e eu não consigo ver qualquer outra possibilidade de tranca-tudo que não seja ele. mas não quero acreditar que toda a minha apatia e infelicidade é pq o desinfeliz me fodeu e não pagou [metaforicamente~] marília: no fundo, quero acreditar que sou melhor do que uma adolescente babaca na fossa. Ana: "no fundo, quero acreditar que sou melhor do que uma adolescente babaca na fossa. " Esse é o resumo perfeito! Ai que pudor de admitir que sou uma adolescente na fossa, tentando ser aquela que ri das adolescentes na fossa e diz: a vida é tão maior que um pobre coitado!!! Mas é isso aí. A velha história, eu quis ser moderna e independente, mas não dá pra evitar: nem bem logo a coisa acaba, a gente já tá sonhando em um passeio de mãos dadas com o homem pra quem acabamos de dar! Horrível! "Sou uma mulher do século XIX disfarçada em século XX" Eu seria capaz de dizer uma frase como "essa é nossa música" ou "txi amu tantu", ah, eu seria :/ marília: ana, essa conversa deveria estar sendo feita em um bar! Ana: é, né? é até ofensivo ao tom da conversa fazê-la no orkut... mas você deveria morar em sorocaba... hoje, pelo menos :/ marília: hoje, eu concordo. |